Il linguaggio dell’acqua


Lezioni informali di portoghese a cura degli studenti di Lingua Portoghese – Dipartimento di Lingue e Letterature Straniere/ Università degli Studi di Milano – con la supervisione dei docenti Elisa Alberani e Susana Rocha Silva

 

Testi di Gemma Avantaggiato, Clara Celano e Giulia Invernizzi

Foto Archivio Effetto Marão

ITALIANO

Espressioni idiomatiche con la parola “acqua”

In questo articolo cercheremo di individuare alcune delle espressioni idiomatiche che hanno come base il termine “acqua” nella lingua portoghese, ricercando possibili corrispondenze nella lingua italiana. Divideremo le espressioni idiomatiche in tre categorie differenti in base alla loro forma e significato.

1) Modi di dire portoghesi simili in lingua italiana

“Perdersi in un bicchiere d’acqua”
È un’espressione idiomatica che identifica una persona che si trova in difficoltà di fronte a situazioni molto banali.

“Essere come un pesce fuor d’acqua”
È trovarsi fuori dal nostro habitat naturale, in una situazione di disagio.
Oltre a ciò, esiste un’espressione simile nella forma, ma contraria nel significato: “Estar como peixe na água” che però non è utilizzata nella lingua italiana.

“Tempesta in un bicchiere d’acqua”
Questa è un’espressione idiomatica usata per riferirsi ad una grande preoccupazione o ad una reazione esagerata che si manifesta quando, in realtà, non si è difronte ad una situazione così grave. Quando qualcuno fa una tempesta in un bicchiere d’acqua significa che quella persona ha avuto una reazione sproporzionata ad un evento che potrebbe essere più semplice di quello che sembra. Significa trasformare una situazione non molto complicata in qualcosa che causa un’enorme preoccupazione.
Ecco due esempi in Portoghese Brasiliano:
Ele não vai te mandar embora, você está fazendo uma tempestade no copo d’água.
Ele está fazendo tempestade num copo d’água, não há motivo para tanta angústia.

2) Espressioni simili nel loro significato ma non nella loro struttura
“Bollire di rabbia”
Nella lingua portoghese un’espressione simile indica una persona che si irrita con molta facilità, mentre l’espressione italiana significa più genericamente arrabbiarsi moltissimo.

“Il mare è pieno di pesci”
questa espressione popolare trasmette l’idea di nuove opportunità che possono presentarsi. Molte volte possiamo perderne qualcuna però qualcun’altra si può presentare più in là col tempo. Trasmette una sensazione di vastità di scelte tra le opportunità che si possono presentare.

“Lavarsene le mani”
Il suo significato identifica una persona che non si assume alcuna responsabilità sull’accaduto.

3) Espressioni che non hanno corrispondenze in italiano

“Ficar a ver navios”
Questa è un’espressione popolare della lingua portoghese che significa essere ingannato, disilluso. La frase ha origine nel Sebastianismo. Don Sebastiano fu un re del Portogallo, scomparso in Africa nella battaglia di Alcácer-Quibir nel 1578. Il suo corpo non è mai stato trovato ma nel frattempo il popolo portoghese continuava ad aspettare speranzoso il suo ritorno per mettersi in salvo dalla dominazione spagnola.
Don Sebastiano non fece mai ritorno e per questo motivo molti sebastianisti “ficaram a ver navios” (rimasero con l’atteggiamento di chi guarda le navi all’orizzonte).

 

PORTOGHESE

Expressões idiomáticas com a palavra “água”

Neste artigo tentaremos individuar algumas das expressões idiomáticas que usam o termo ‘água’ em língua portuguesa, procurando as possíveis correspondências com as expressões italianas. Dividimos as expressões idiomáticas em três categorias diferentes, de acordo com a sua forma e o seu significado.

1) Modos de dizer semelhantes em português e em italiano

“Afogar-se num copo de água”
É uma expressão idiomática que identifica uma pessoa que se encontra em dificuldade de fronte a situações muito simples, e a sua correspondência em italiano é “Perdersi in un bicchiere d’acqua”.
“Ser como um peixe fora d’água”
É estar fora do nosso habitat natural, numa situação de desconforto, e a sua correspondência em italiano é “Essere come un pesce fuor d’acqua”.
Além desta última, existe ainda uma expressão semelhante com significado exatamente oposto: “Estar como peixe na água”, que não se utiliza na língua italiana.
“Fazer uma tempestade num copo d’água”
Fazer uma tempestade num copo de água é uma expressão idiomática utilizada para se referir a uma grande preocupação ou reação exagerada quando, na realidade, não se trata de algo tão grave (em italiano, “tempesta in un bicchiere d’acqua”)
Quando alguém faz uma tempestade num copo de água significa que essa pessoa teve uma reação desproporcional a um acontecimento que podia ser mais simples do que aparenta. É transformar uma situação não muito complicada em algo que causa uma enorme preocupação.
Eis dois exemplos (do Português Brasileiro):
Ele não vai te mandar embora, você está fazendo uma tempestade no copo d’água.
Ele está fazendo tempestade num copo d’água, não há motivo para tanta angústia.

2) Expressões semelhantes no significado mas não na sua forma

“Ferver em pouca água”
Na língua portuguesa identifica uma pessoa que se irrita com muita facilidade; em italiano esta expressão pode-se traduzir com “Bollire di rabbia”, que significa em português “ficar vermelho de raiva”.

“Há mais marés que marinheiros”
Esta expressão popular dá a ideia de que há muitas oportunidades e de que uma oportunidade perdida pode ser recuperada mais tarde. Transmite um sentimento de imensidade de escolhas entre as oportunidades que possa haver.
A sua correspondência em italiano é “il mare è pieno di pesci”.

“Sacudir a água do capote”
O seu significado identifica uma pessoa que não quer assumir as próprias culpas. Em italiano corresponde a “Lavarsene le mani”.

3) Expressões que não tem correspondências em italiano

“Ficar a ver navios”
É uma expressão popular da língua portuguesa que significa ser enganado ou também ficar desiludido. A frase tem origem no Sebastianismo.

Dom Sebastião foi um rei de Portugal, desaparecido em África, na batalha de Alcácer-Quibir em 1578. O corpo nunca foi achado e o povo português ficou sempre à espera do seu regresso para ser salvo da dominação espanhola. Dom Sebastião nunca regressou, por isso muitos sebastianistas “ficaram a ver navios”.

 

 

 

 

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