Nuovi hotel cercasi?


Hotéis em Lisboa podem ser insuficientes para o crescimento da Web Summit

pubblicato su tsf.pt il 20 dicembre 2018

di Maria Miguel Cabo – foto EPA

O estudo “Impacto Económico da Web Summit 2016-2028”, publicado pelo Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) do Ministério da Economia, conclui que o número de camas na Área Metropolitana de Lisboa pode vir a ser insuficiente para o aumento de participantes na Web Summit nos próximos anos.
Na prática, para alojar o número de inscritos em 2028 (130 mil participantes), previsto pela organização da cimeira, é preciso que haja um aumento significativo da oferta.
No documento consultado pela TSF pode ler-se que: “O crescimento do número de participantes indicadas pela organização (cenário A) pode ficar limitado pela oferta hoteleira da Área Metropolitana de Lisboa. Segundo o INE, em 2017 esta oferta é de 80,4 mil camas, acrescendo a esta a oferta em alojamento local, a qual deverá ser próxima desse número. Para que seja possível alojar o número de participantes previsto para 2028 será necessário um aumento significativo da oferta.”
Confrontada com esta projeção, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) diz ter outros números e garante que a oferta hoteleira em Lisboa não é nem será um problema. “Os conceitos estatísticos nem sempre batem certo com os conceitos legais. Por exemplo, o INE usa camas hoteleiras, que é um conceito estatístico que mede hotéis, hotéis/apartamentos, pousadas, aldeamentos, apartamentos turísticos, porque a diretiva estatística obriga a que se considerem camas hoteleiras aquilo que no conceito legal português não são hoteleiras”, explica Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP.
A jornalista Maria Miguel Cabo dá conta do potencial problema causado pelo crescimento da Web Summit
Pelas contas da AHP, a projeção avançada no estudo do Ministério da Economia está desfasada. A Associação diz que Lisboa tem neste momento entre 126 mil a 136 mil camas (hoteleiras e de alojamento local), o que significa que a atual oferta já consegue acomodar o cenário de crescimento previsto no estudo do GEE.
Cristina Siza Vieira nota que o crescimento médio anual da oferta hoteleira na Área Metropolitana de Lisboa tem sido de 4%, nos últimos 10 anos, e que, mais do que alojamentos, a cidade precisa de pensar no novo aeroporto: “Nós temos folga na ocupação e temos outras preocupações, como temos falado muito, de como é que eles [turistas] chegam cá. Mais do que estarem cá, é a questão do aeroporto [a mais importante], embora em 2028 já devamos ter isto mais do que resolvido.”
Num estudo publicado recentemente, sobre o impacto da Web Summit na operação dos hotéis na cidade de Lisboa e na Área Metropolitana, a AHP conclui que o impacto da cimeira é positivo mas que os hotéis não enchem a 100%. Este ano, no dias do evento (5 a 8 de novembro), a taxa de ocupação por quarto fixou-se nos 93% nos hotéis de Lisboa.

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