Risorse linguistiche


Lezioni informali di portoghese a cura degli studenti di Lingua Portoghese –  Dipartimento di Lingue e Letterature Straniere/Università degli Studi di Milano – con la supervisione dei docenti Elisa Alberani e Susana Rocha Silva

Testi di Irene Sudati e Michela Sposato

Foto di Susana Rocha Silva

ITALIANO

Espressioni idiomatiche con nazionalità

Ogni lingua e cultura ha le sue espressioni idiomatiche. La peculiarità di queste risorse linguistiche risiede nella loro struttura: di fatto, l’espressione idiomatica è una locuzione il cui significato non viene interpretato alla lettera, ma piuttosto in senso figurato. L’uso di queste espressioni nella comunicazione orale e scritta presuppone che il parlante abbia un alto livello di conoscenza della lingua. Generalmente, il motivo che ci spinge a usare questo tipo di costrutto è la volontà di sottolineare il nostro messaggio e di conferirgli un tono ironico o umoristico.

Nella lingua portoghese esistono centinaia di espressioni idiomatiche, le cui origini hanno radici lontane nel tempo e possono essere frutto tanto di stereotipi e credenze come di avvenimenti storici.

Vediamo quindi alcune espressioni idiomatiche che hanno a che fare con le diverse nazionalità.
Due sono le espressioni idiomatiche che hanno i francesi come termine di paragone: despedir-se à francesa (“andarsene alla francese”) e viver à grande à francesa (“vivere alla grande e alla francese”). Quando una persona se ne va di fretta da una festa senza salutare nessuno si usa la prima espressone, che a dire il vero ha una connotazione negativa. Ma vi sorprenderà sapere che, nel passato, non era considerato un atto di scortesia, bensì una forma di rispetto verso gli altri ospiti.

L’altra espressione, “vivere alla grande e alla francese”, ha le sue origini nell’epoca delle invasioni francesi, e fa riferimento alla maniera lussuosa in cui Napoleone si vestiva e alle sue feste sfarzose. Per questo, ancora oggi si usa questa locuzione per descrivere una persona che vive in maniera stravagante, senza preoccupazioni economiche

Ora ci trasferiamo in Grecia, dove la parola chiave è “difficoltà”. A dire il vero, le due espressioni idiomatiche ver-se grego e falar grego (oppure isto é grego para mim…) si basano sulle credenze popolari che vedevano gli antichi greci come un popolo soggetto a persecuzioni e pericoli o come un popolo con una lingua incomprensibile. Per questo, la parafrasi della prima locuzione, “vedersi greco” potrebbe essere: avere molte difficoltà nel risolvere un problema o situazione, e la seconda, “parlare greco”, espressione tipicamente brasiliana, indica difficoltà a capire un’altra persona o farsi capire.

Con para inglês ver, l’Inghilterra è l’ultima protagonista europea delle espressioni idiomatiche con nazionalità. La locuzione indica ciò che si fa per fare una buona impressione, anche se non corrisponde alla realtà. L’espressione sembra derivare da un preciso avvenimento storico del XIX secolo. In quell’ epoca, il Portogallo non poteva più trafficare schiavi e gli inglesi avevano l’autorizzazione di ispezionare le navi portoghesi. Di conseguenza, la strategia dei trafficanti portoghesi era caricare la prima imbarcazione della flotta con un cargo innocuo, di modo che gli inglesi, che ispezionavano solo quella, lasciassero poi passare l’intero convoglio navale, non sapendo che le altre navi erano piene di schiavi.

E, per concludere, cambiamo continente: un affare cinese è l’ultima espressione idiomatica che andremo ad osservare. Questa si riferisce ad un affare molto conveniente e trae le sue radici dal XVI e XVII secolo, quando gli europei viaggiavano fino in Cina per comprare merci economiche che poi rivendevano in Europa a prezzi di molto maggiorati.
Speriamo che questo breve elenco vi sia utile per comprendere meglio alcune delle espressioni idiomatiche più usate dai portoghesi!

PORTOGHESE

Expressões idiomáticas com nacionalidades

Cada língua e cultura tem as suas expressões idiomáticas. A peculiaridade destes recursos linguísticos encontra-se na sua estrutura: de facto, a expressão idiomática é uma locução, cujo significado não é interpretado à letra, mas sim em sentido figurado. O uso destas expressões na comunicação escrita e oral implica que o falante tenha um nível alto de conhecimento da língua. Geralmente, o motivo que nos leva a usar este recurso é a vontade de sublinhar a nossa mensagem e de lhe conferir um tom irónico ou humorístico.

Na língua portuguesa existem centenas de expressões idiomáticas, cujas origens têm raízes distantes no tempo e podem ser fruto tanto de estereótipos e crenças como de acontecimentos históricos.
Vejamos então algumas expressões idiomáticas relacionadas com as diferentes nacionalidades. Duas expressões tomam como termo de comparação os franceses: despedir-se à francesa e viver à grande à francesa. Quando uma pessoa se vai embora de uma festa sem se despedir de ninguém, usa-se a primeira expressão, que atualmente tem uma conotação negativa. Mas surpreender-vos-á saber que, antigamente, isso não era considerado um ato de descortesia, mas sim uma forma de respeito em relação aos outros convidados.

A outra expressão, “viver à grande à francesa”, tem origem na época das invasões francesas, e faz alusão à forma luxuosa como Napoleão se vestia e às suas festas pomposas. Por isso, ainda hoje se utiliza esta locução para indicar uma pessoa que vive de forma extravagante, sem preocupações económicas.

Viajamos agora até à Grécia, onde a palavra-chave é “dificuldade”. Na verdade, as duas expressões idiomáticas ver-se grego e falar grego (ou isto é grego para mim…) baseiam-se em crenças populares que veem os antigos gregos como um povo sujeito a perseguições e perigos ou como um povo com uma língua incompreensível. Por isso, a paráfrase da primeira locução podia ser: ter muita dificuldade em resolver um problema ou situação, e a segunda, expressão tipicamente brasileira, indica uma dificuldade em compreender outra pessoa ou em fazer-se entender.

Com para inglês ver, Inglaterra é a última protagonista europeia das expressões idiomáticas com nacionalidades. A locução indica algo que se faz para causar boa impressão, mesmo que não corresponda à realidade. A expressão parece derivar de um acontecimento histórico do século XIX. Naquela época, Portugal não podia mais traficar escravos e os britânicos tinham autorização para inspecionar as embarcações portuguesas. Assim, a estratégia dos traficantes era carregar a primeira embarcação da frota com uma carga inofensiva, de forma a que os britânicos, inspecionando só aquela, deixassem depois passar o resto do comboio naval, desconhecendo que os outros navios transportavam escravos.

E, para terminar, mudamos de continente: negócio da China é a última expressão idiomática que vamos comentar. Esta refere-se a um negócio muito proveitoso e tem as suas raízes nos séculos XVI e XVII, quando os europeus viajavam até à China para comprar mercadorias baratas que depois vendiam na Europa por preços muito superiores.
Esperamos que este breve elenco vos seja útil para compreender melhor algumas das expressões idiomáticas mais usadas pelos portugueses!

 

 

 

Fontes bibliográficas:

Sofia Rente, Expressões Idiomáticas Ilustradas, Lisboa, Lidel, 2013.
https://www.soportugues.com.br/secoes/expressoesIdiomaticas/

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