Storia delle parole


Seguire il percorso etimologico dei termini in uso oggi, conduce alle loro radici e alla riscoperta della vita e del cammino dei nostri avi.

Testi di Margherita Dente, Aljona Poliakova e Francesca Casamassima

 

Lezioni informali di portoghese a cura degli studenti del Dipartimento di Lingue e Letterature Straniere dell’Università degli Studi di Milano, con la supervisione dei docenti Elisa Alberani e Susana Rocha Silva

PORTOGHESE

Qual é a origem desta palavra?

Seguir um percurso etimológico conduz-nos à descoberta do significado das palavras desde as suas mais remotas origens.

Um exemplo perfeito deste caminho filológico metafórico encontra-se na história de “jardim”. Podemos seguir os rastos da etimologia de “jardim” até às suas origens indo-europeias. A raiz ghorto, comum a todas as línguas deste grupo, significa “espaço fechado”. Provém diretamente do francês “jardin”, diminutivo do antigo “jart”, “horta”. Esta breve reconstrução põe em evidência um facto fundamental: o jardim sempre foi entendido como um espaço cercado, delimitado, separado da natureza selvagem (1).

Na língua portuguesa existem algumas palavras que podemos definir como ‘particulares’ por certas características que as distinguem.
Um primeiro grupo é constituído por aqueles termos que são intraduzíveis literalmente.
A mais conhecida é saudade, o sentimento nostálgico e melancólico associado à recordação de pessoas distantes, ou à ausência de coisas, prazeres e emoções experimentadas e já passadas. É um misto de arrependimento por uma perdida e esperança de reapropriação no futuro.

A etimologia mais provável é de origem latina, solitate, que deu soidade (ainda em uso em galego), que passou a saudade por analogia com saúde, podendo ter havido aqui um processo de elaboração e fixação literárias do termo (2).

Entre as palavras de amor sem tradução destaca-se cafuné, que indica um dos gestos mais comuns em todo o mundo: coçar com a ponta dos dedos a cabeça de alguém. Numa definição mais completa, significa:
“Simples ato de acariciar, adormecer, contemplar ou relaxar alguém. Ato com raízes na intimidade e no carinho. Uma carícia marota. Estalidos na cabeça de alguém. Imitação a caça a piolhos” (3).

Segundo Roger Bastide, um antropólogo francês que viveu e trabalhou por um tempo no Brasil, a origem da palavra cafuné era africana.

Lévi-Strauss, outro antropólogo francês que também passou um tempo no Brasil, atribuía muitos dos elementos que definem a palavra ao ato simples de carinho presente entre os indígenas brasileiros, os Bororós, que têm o costume de acariciar a cabeça uns dos outros como prática social para catar piolhos. Para ele, portanto, a origem da palavra estava no território onde ela era colocada em prática: o Brasil (4).

ITALIANO

Qual è l’origine di questa parola?

Seguire il percorso etimologico ci conduce alla scoperta del significato delle parole, dalle loro più remote origini.

Un esempio perfetto di questo percorso filologico si trova nella storia del termine “giardino”. Possiamo seguire le tracce dell’etimologia di “giardino” fino alle sue origini indo-europee. La radice ghorto, comune a tutte le lingue di questo gruppo, significa “spazio chiuso”. Proviene direttamente dal francese “jardin”, diminutivo dell’antico “jart”, “orto”. Questa breve ricostruzione mette in evidenza un fatto fondamentale: il giardino è sempre stato inteso come spazio recintato, circoscritto, separato dalla natura selvaggia. (1).

Nella lingua portoghese esistono alcune parole che possiamo definire come “tipiche” per le caratteristiche che le contraddistinguono.Un primo gruppo è costituito da quei termini che sono intraducibili letteralmente.
Il termine forse più noto è saudade, il sentimento nostalgico e malinconico associato al ricordo di persone lontane, o all’assenza di cose, piaceri o emozioni provate nel passato. È un misto di pentimento per una perdita e speranza di recupero nel futuro.

L’etimologia più probabile è di origine latina, solitate, che diventò soidade (ancora in uso in galego), che passò a saudade per analogia con saúde, potendo esserci stato un processo di elaborazione e fissazione letterarie del termine (2).

Tra le parole di amore senza traduzione spicca cafuné, che indica uno dei gesti più comuni in tutto il mondo: toccare con la punta delle dita la testa di qualcuno. In una definizione più completa, significa:
“Semplice azione di accarezzare, addormentare, contemplare o far rilassare qualcuno. Atto con radici nell’intimità e nella tenerezza. Una carezza spinta. Schiocchi nella testa di qualcuno. Imitazione di una caccia ai pidocchi” (3).
Secondo Roger Bastide, un antropologo francese che ha vissuto e lavorato per un periodo in Brasile, l’origine della parola cafuné era africana.

Lévi-Strauss, un altro antropologo francese che visse un periodo in Brasile, attribuì molti degli elementi che definiscono la parola al gesto semplice di tenerezza presente tra gli indigeni brasiliani, i Bororó, che avevano l’abitudine di accarezzarsi le teste a vicenda come pratica sociale per spidocchiarsi. Per lui, dunque, l’origine della parola era nel territorio dove l’azione avveniva: il Brasile (4).

Fontes bibliográficas:

1. Santiago Beruete, Jardinosofía, Turner Moema, 2016.
2. https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-da-palavra-saudade/29869
3. https://pt.babbel.com/pt/magazine/de-onde-vem-o-cafune
4. https://www.significados.com.br/cafune/

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